Serra da Moeda
Serra do Ouro Branco

A Serra do Ouro Branco está localizada no município de Ouro Branco, na região dos Campos Das Vertentes, cerca de 110 km de Belo Horizonte.

A história da Serra do Ouro Branco remonta a uma importante fase da história de Minas Gerais: o período do ouro. Com a descoberta de ouro por Miguel Garcia de Almeida Cunha (ex-integrante da bandeira chefiada por Borba Gato), começou a colonização da região.

O povoado de Santo Antônio de Ouro Branco foi fundado em fins do século 17, provavelmente no ano de 1664. Com o crescimento do arraial, em busca de ouro, foi construída uma capela, na colina mais alta, próximo ao sopé da serra. Em 1717 a capela foi elevada à Matriz de Santo Antônio de Ouro Branco.

Em 16 de fevereiro de 1724. D. Maria I, avó de D. Pedro I, assinou o reconhecimento do então povoado como ‘‘Paroquito Santo Antônio de Ouro Branco’’. O acesso à região era pela Estrada Real, que cortava a Serra do Ouro Branco, denominada de Caminho Novo. Documentos de viajantes do século 18 também apontam a serra denominada como ‘‘Serra do Deus te livre’’, pois acreditavam ser local de esconderijos de assaltantes de tropas na região.

O ouro extraído em Ouro Branco era desprezível em relação à extração praticada em Ouro Preto. Por essa época, a má qualidade das jazidas auríferas e as dificuldades de exploração, advindas do primitivo processo utilizado, fazem atividade mineradora retroceder.

Porém, no percurso da Estrada Real, Ouro Branco era o último núcleo populacional antes de Vila Rica, tornando-se importante ponto de parada de viajantes.

Inserida numa área de transição entre os biomas Mata Atlântica - a leste e Cerrado - a oeste, apresente um paredão ao sul, de 17km de extensão e, a noroeste, declividades rochosas acentuadas, com inúmeros cursos d´água. Acima de 1.250m de altitude, estabelece-se um platô ondulado composto por um mosaico de fisionomias que se caracterizam como Campos Rupestres. Nesse platô, originam-se vários cursos d´água que integram as bacias dos rios Paraopeba e Doce.

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O SOLO da Serra

Área de conservação de biodiversidade e investigação científica, a Serra do Ouro Branco tem extremo valor paisagístico e grande diversidade de solos, entre eles:

Solo em campo de velózia

Ambiente com cobertura vegetal de velózias (canela-de-ema), gramíneas (capim florífero) e ciperáceas (herbáceas semelhantes à grama), encontradas em solos mais rasos, onde a ação do fogo é menor.

Solo em cerradão

Solos arenosos, bem drenados e com cor muito influenciada por ácidos orgânicos que descem pelo perfil, passando a expressar um pouco de cor amarela, a partir de 70cm de profundidade.

Solo sobre itabirito

Campo graminoso com raros arbustos espaçados. Ao contrário dos solos desenvolvidos de itabirito na maior parte do Quadrilátero Ferrífero, este solo apresenta cores escuras e pouco avermelhamento.

Solo em campos brejosos

Cobertura vegetal composta principalmente por capim florífero, ervas rasteiras e arbustos. A área é formada por solos arenosos, rasos e com alguns bolsões mais profundos.

Solo em matas de galeria

O solo é mais amarelado, apresentando raízes médias finas e grossas em todo perfil. As árvores são mais grossas e mais altas dos que a do Cerradão, com exemplares de até 12m de altura.

Cambissolo sob campos graminosos

Solo amarelo, desenvolvido de quartzito, apresenta raras canelas-de-ema. O solo é relativamente profundo, apresentando linha de canga na faixa dos 70 cm de profundidade.

A FISIONOMIA e a flora

Fisionomia é o caráter dado a uma comunidade vegetal pela forma biológica de seus componentes. Na Serra do Ouro Branco foram caracterizadas cinco fisionomias:

Campos graminosos

Constituem as maiores áreas da serra. Paisagisticamente uniformes, porém com rica e diversificada flora. Cerca de 47% das espécies coletadas no invetário da flora da serra, ocorrem nessa fisionomia.

Afloramentos rochosos

São constituídos por rochas quartzíticas, lajeadas, expostas e fragmentadas. Formam ilhas de tamanhos e formatos variáveis em meio aos campos graminosos.

Matas de Galeria

Formações florestais, na sua maioria isoladas como ilhas de vegetação, que ocorrem ao longo dos cursos d´água, onde os solos são mais profundos.

Campos brejosos

Áreas alagadiças, localizadas nas porções mais baixas do platô, bastante influenciadas pelo nível do lençol freático. Ocorrem, geralmente, associadas às matas de galeria.

Campos de velózias

Com formação singular, em meio a uma vegetação graminosa, se estabeçe um expressivo número de canelas-de-ema. Em geral, nesta fisionomia não ocorrem árvores e arbustos.

Flora

Até o ano de 2005, o levantamento da flora da serra já havia identificado 76 famílias, 201 gêneros e 632 espécies. Entre as 76 famílias, algumas merecem destaque por serem típicas de campos rupestres. Entre elas: Velloziaceae (canela-de-ema), Bromeliaceae (bromélias/gravatá) e Eriocaulaceae (sempre-vivas).

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Promotoria

Apoio Técnico:

GGN

Apoiadores Financeiros:

CNPQ  Finep  Fapemig

Parceiros:

INCT Acqua  Codap  Cedecap

Uma realização:

Instituto Quadrilátero  Geopark Quadrilátero Ferrífero

Produção:

Orange Editorial

Curadoria Digital: Helio Martins

Textos: Thais Pacheco

Imagens: Bruno Senna, Helio Martins - Raw Filmes

Interpretação da paisagem: Doutora Jeanne Cristina Menezes Crespo

Ilustrações: Leandro Moraes - Estúdio Caraminholas

Música: Sergio Pererê

Coordenação Geral: Renato Ciminelli - Presidente do Instituto Quadrilátero / Geopark