Serra da Moeda
Serra da Moeda

A Serra da Moeda está inserida no setor oeste do Quadrilátero Ferrífero, no interior de uma mega estrutura geológica conhecida como Sinclinal Moeda.

Com uma área de aproximadamente 470 km2 o Sinclinal Moeda, formado pelas Serras da Moeda e do Itabirito, estão contidos os municípios de Brumadinho, Nova Lima, Rio Acima, Itabirito, Moeda, Belo Vale, Congonhas e Ouro Preto. Duas importantes bacias hidrográficas estão associadas ao Sinclinal Moeda: a bacia do rio Paraopeba, situada a oeste, e bacia do rio das Velhas, no centro e leste.

O local é um referencial paisagístico para os mineiros e habitantes da região central de Minas Gerais. Possui grande beleza cênica e abriga uma exuberante diversidade de hábitats e espécies. A vegetação é diversificada e os vales imponentes guardam nascentes e possuem apelo turístico.

O clima é caracterizado pelo inverno seco e verão chuvoso. A média do mês mais frio é inferior a 18 graus e a do mês mais quente, inferior a 22 °C. Por aqui, encontram-se formações vegetacionais do domínio da mata atlântica e formações campestres do domínio. Trata-se de um mosaico vegetacional, em que ocorrem árvores ameaçadas e protegidas por lei como o pequizeiro, o jacarandá-da-bahia e a braúna, várias espécies de orquídeas, bromélias e de sempre-vivas. É lindo de se ver de perto.

Nas cristas e encostas das serras que formam o Sinclinal Moeda ocorrem os campos rupestres e, neles, espécies raras e ameaçadas como o cacto Arthrocereus glaziovii e Sinningia rupícola e são também encontrados os campos ferruginosos, que abrigam uma flora bastante diversa, podendo chegar a existir 16 espécies diferentes de plantas em apenas 1m2.

A serra é uma das localidades mais relevantes para a conservação da biodiversidade no estado e integra uma das maiores províncias minerais do mundo: o Quadrilátero Ferrífero. O Sinclinal abarca várias concessões de direito de lavra de minerais metálicos como bauxita, manganês e ferro. Várias atividades minerarias, de diversas empresas podem ser observadas, em especial, de minério de ferro.

Estamos falando, aqui, de um referencial na paisagem e no cotidiano das populações do seu entorno e, mesmo da região Metropolitana de Belo Horizonte. Documentos históricos atestam que, o conjunto das terras altas da Serra da Moeda ao ser assinalado nos mapas históricos do período colonial, era não apenas um acidente geográfico relevante, mas também um espaço geográfico que integrava econômica e culturalmente a região do Vale do Rio Paraopeba à do rio das Velhas como atestam os caminhos que pela serra atravessavam.

Cores são o que se encontra por aqui. Nos fins de semana, os praticantes de parapente e asa delta colorem o céu com as suas asas. Pelo chão, também há muito o que se ver. Os mesmo voadores, que frequentam o céu ocupam e compartilham de forma consciente o espaço de diversas formas, e ‘‘quando não dá voo’’ como eles dizem, o que não falta é o que fazer por aqui.

É comum durante os fins de semana a frequencia de milhares de turistas (isso mesmo, milhares!) pois o espaço onde é instalada a rampa de voo livre é de uma das maiores belezas cênicas de todo o quadrilátero, e o por do sol é literalmente de se aplaudir. Apareça por aqui num sábado ou domingo de sol e compartilhe esse momento que chega a ser emocionante.

Quem passeia pelo vale aos pés da Serra, encontra diversas opções do que fazer. São vários restaurantes que servem desde a mais tradicional comida mineira até pratos mais elaborados, massas, peixes da região, queijos e por aí vai. Mas se sua intenção não for comer, tem também deliciosos ‘‘botecos’’, dos próprios habitantes do vale, debaixo de árvores onde você pode tomar uma cerveja gelada, uma cachaça fabricada por ali mesmo e saborear um tira gosto feito com todo o carinho.

Bicicletas passam aos montes pelos caminhos arborizados ao pé da Serra. Esses caminhos são não somente lindos, mas dão aos praticantes do esporte das duas rodas espaço fresco para um passeio sem maiores desgastes físicos. Minas d’agua também são comuns por ali, pois dentro dessa Serra existe uma das maiores reservas de água da região, a Mina Mãe D’agua, que tem ali água suficiente para abastecer sozinha toda a região.

Aos menos aventureiros, aconselhamos além da beleza da Rampa de voo livre o caminho que leva ao Inhotim, que é deslumbrante por si só. Por ele é possível passar pela estrada onde se vê uma grande variedade de paisagens mineiras. Nos campos, se encontram casas que por ali estão há diversos anos, permanecendo as raízes de um povo que leva a produção de diversos culturas alimentícias, leite e outros. O caminho que leva a Brumadinho, passando pelos distritos de Palhano e Aranha é imperdível para quem pretende ‘‘passar os olhos’’ pela cultura da ‘‘roça’’ mineira. Aranha é imperdível para quem pretende ‘‘passar os olhos’’ pela cultura da ‘‘roça’’ mineira.

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Promotoria

Apoio Técnico:

GGN

Apoiadores Financeiros:

CNPQ  Finep  Fapemig

Parceiros:

INCT Acqua  Codap  Cedecap

Uma realização:

Instituto Quadrilátero  Geopark Quadrilátero Ferrífero

Produção:

Orange Editorial

Curadoria Digital: Helio Martins

Textos: Thais Pacheco

Imagens: Bruno Senna, Helio Martins - Raw Filmes

Interpretação da paisagem: Doutora Jeanne Cristina Menezes Crespo

Ilustrações: Leandro Moraes - Estúdio Caraminholas

Música: Sergio Pererê

Coordenação Geral: Renato Ciminelli - Presidente do Instituto Quadrilátero / Geopark