A RELIGIOSIDADE

  • Ser mineiro é ser religioso e conservador, é cultivar as letras e artes, é ser poeta e literato, é gostar de política, é amar a liberdade, é viver nas montanhas

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    trecho de Ser Mineiro, de Fernando Sabino

Religiosidade

Minas Gerais é um estado muito religioso. Por aqui se misturaram as crenças católicas portuguesas, as festas de devoção africanas, as antigas tradições, sempre valorizadas pelo povo local e as portas abertas para a renovação. Foi com essa pluralidade que a personalidade religiosa do mineiro se formou.

Há, em Minas, por exemplo, um patrimônio cultural tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o IPHAN que diz respeito ás igrejas: o Toque dos Sinos em Minas Gerais, registrado como Bem Cultural.

Assim como os sinos, vem ainda da igreja católica a maior parte das festividades religiosas, responsáveis por grande parte do calendário festivo do Quadrilátero Ferrífero. Uma das mais conhecidas é a Semana Santa, com a encenação da Morte e Paixão de Cristo, que acontece em cidades como Belo Vale, Ouro Preto e Belo Horizonte.

O catolicismo encontra-se tão presente que são, justamente, as igrejas seculares as principais atrações turísticas de quem visita as cidades do quadrilátero. E foi a religião católica que se misturou à crenças africanas e gerou riquezas culturais e celebrações de múltiplas origens, como a Folia de Reis, a Festa do Divino e de Nossa Senhora do Rosário. A Folia de Reis, que celebra os três Reis Magos, tem forte influência espanhola e, no Brasil, é celebrada com instrumentos como tambor, reco-reco, flauta, rabeca, viola caipira e acordeão.

As mulheres negras, ligadas à religiões afro-brasileiras são, usualmente, as responsáveis pelas danças, interpretações e organização de muitas dessas festas.

O Congado é a mais marcante das festividades afro-brasileiras. Trata-se de música, dança e canto para celebrar, basicamente, três acontecimentos: a vida de São Benedito, o encontro da imagem de Nossa Senhora do Rosário e a representação da luta contra as invasões mouras. O mês em que as festas estão mais presentes é outubro, porém, é possível participar de festas do gênero durante todo ano.

Em Miguel Burnier, por exemplo, distrito de Ouro Preto, área do Geopark, acontece, em 27 de junho, a festa do Sagrado Coração de Jesus, que tem, entre suas atrações, a banda da Igreja e apresentação da guarda de Congado de Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia. Curioso notar que a guarda de Miguel Burnier foi criada em 1940, por Antônio Emídio lana, que chegou ao distrito acompanhando o padre enviado para a paróquia local.

Nos dias de hoje, além das enraizadas festas e tradições religiosas, que se tornam - além da fé - um rico patrimônio histórico e cultural, a região do Quadrilátero Ferrífero continua recebendo, em paz e com tolerância, as mais diversas manifestações religiosas, templos religiosos e crenças. Há espaço para todos.

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Textos: Thais Pacheco

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Interpretação da paisagem: Doutora Jeanne Cristina Menezes Crespo

Ilustrações: Leandro Moraes - Estúdio Caraminholas

Música: Sergio Pererê

Coordenação Geral: Renato Ciminelli - Presidente do Instituto Quadrilátero / Geopark