Mirante Digital: Ouro Preto - UFOP

Pico do Itacolomi

1. Torres de Transmissão

2. Campus UFOP Morro do Cruzeiro

A Universidade Federal de Ouro Preto foi criada, no dia 21 de agosto de 1969, com a junção da Escola de Farmácia e da Escola de Minas.Atualmente, oferece 42 cursos de graduação, sendo 38 presenciais e quatro a distância. Quanto à pós-graduação, são ofertados 22 cursos de mestrado, nove opções de doutorado e três especializações a distância. Possui campi em Ouro Preto, Mariana e João Monlevade.

No campus universitário do morro do Cruzeiro, localizado na cidade de Ouro Peto, estão localizadas as seguintes unidades: o Departamento de Geologia, o Instituto de Ciências Exatas e Biológicas, o Centro Médico, a Escola de Nutrição, o Instituto de Filosofia, Artes e Cultura o Centro de Educação Aberta e a Distância, alguns laboratórios da Escola de Minas e algumas Repúblicas.

3. Morro do Cruzeiro

Local onde, atualmente, encontra-se instalado um dos campi da Universidade Federal de Ouro Preto.

4. Morro da Forca

Durante o séc. XVIII, este morro ganhou tal denominação por ter se tornado um espaço onde eram instaladas as forcas para a execução de condenados, compondo o cenário urbano de Vila Rica.

Atualmente, este é utilizado para atividades de lazer pelos moradores locais, como caminhadas, além de abrigar o heliporto da cidade.

5. Estação Ferroviária de Ouro Preto

A estação de Ouro Preto, aberta em 1888 quando a cidade ainda era a capital da Província de Minas Gerais. Foi construída no bairro da Barra, por ser este a parte mais plana da cidade, e num local que os moradores chamavam de Praia do Circo, onde as trupes circenses montavam seus espetáculos. Até a década de 1950, uma usina siderúrgica experimental operada pelos alunos da Escola de Engenharia de Minas e Metalurgia de Ouro Preto ficava ali ao lado da estação e dispunha de ramal próprio. Pelo menos até 1980 ainda havia movimentação de passageiros que podiam se utilizar dos trens mistos. Depois, a estação foi fechada, os trilhos no ramal chegaram em grande parte a serem retirados, a estação passou um tempo abandonada, foi reformada e finalmente em 2006 sofreu uma grande reforma para ser a estação inicial do trem turístico de Ouro Preto a Mariana operado pela FCA a partir de 05/05/2006 - o segundo, pois um outro trem deste tipo, o primeiro, operado pela RFFSA, operou de 1986 a 1996 utilizando primeiramente vaporeiras Baldwin e Pacific e no final diesels U13-B. O novo trem da FCA é puxado por uma locomotiva a vapor Santa Fé oriunda da antiga E. F. Teresa Cristina, em SC, e com 6 carros de aço, sendo um panorâmico. O prédio da estação passou então a servir, além de estação, como museu ferroviário, contendo uma maquete da linha turística recém-inaugurada.

6. Praça da Estação

Localizada na Praça Cesário Alvim, s/n, no bairro da Barra, na qual estão localizados os seguintes pontos de interesse:

A Estação de Ouro Preto - antigo casarão que abrigava a estação ferroviária de Ouro Preto, que, atualmente, funciona como um espaço museológico destinado à exibição deacervo referente à memória ferroviária. Ainda, é de lá que sai o trem turístico que leva para Mariana.

Coreto em frente à Estação.

Coluna Saldanha Marinho: pilar de pedra antigamente alocado na praça da Independência (atual praça Tiradentes). Foi inaugurada em 1867. Encontra-se em frente à Estação Ferroviária do Trem Turístico.

7. Centro de Convenções da UFOP

O Parque Metalúrgico Augusto Barbosa surgiu em 1946, com a finalidade de abrigar as atividades didáticas da Escola Nacional de Minas e Metalurgia. Posteriormente, foram implantadas uma unidade produtora de ferro-gusa, uma oficina mecânica e galpões para o estoque de matérias primas e produtos acabados. A construção dessa grande estrutura ampliou os serviços oferecidos, que passaram a incluir a produção de ferro-gusa para as indústrias da região. As atividades se mantiveram até a metade da década de 1960.

Em 1969, as instalações do parque passaram a ser domínio da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). No local, continuou a funcionar uma pequena fundição, uma serralheria e, aos poucos, foram sendo edificados diversos setores da Universidade, como almoxarifado, arquivo e quadra de esportes. Com o objetivo de fomentar o potencial turístico, científico e cultural de Ouro Preto, o Conselho Universitário da UFOP, em 1993, autorizou a transformação do Parque Metalúrgico em um espaço destinado a abrigar eventos, iniciando o processo de implantação do Centro de Artes e Convenções de Ouro Preto.

8. Praça Barão de Rio Branco

Praça ao lado do Centro de Convenções da Universidade Federal de Ouro Preto, onde se podem ver vários casarios típicos, dentre os quais destacamos a edificação na qual se localiza a Prefeitura Municipal de Ouro Preto, além das Repúblicas de Estudantes Butantã e Casanova.

A república de estudantes é uma organização sem fins lucrativos destinada a albergar estudantes do ensino superior. Atualmente, as repúblicas de Ouro Preto se dividem em dois grandes grupos: Federais e Particulares. As Federais pertencem a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), assim os estudantes que residem nelas estão isentos de aluguel. As Repúblicas Federais de Ouro Preto constituem um corpo estudantil chamado Grupo Republicano Federal de Ouro Preto, composto de 67 repúblicas. Tradicionais na cidade, estas são muito conhecidas pelas intensas atividades sociais, destacando-se, as festividades carnavalescas.

9. Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar

É tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Construída entre os períodos de 1728 e 1730, a atual Matriz do Pilar substituiu o antigo templo destinado à Virgem do Pilar, uma capelinha construída nos primeiros anos do século XVIII.Considerada um dos principais exemplares do barroco brasileiro, a Matriz Nossa Senhora do Pilar apresenta entalhes das três fases do barroco mineiro.

A Matriz do Pilar oferece espaços específicos para cada irmandade: São Miguel e Almas, Santíssimo Sacramento, Nossa Senhora do Pilar (1712), Senhor dos Passos e Santo Antônio (1715). Outras devoções abrigadas na Paróquia como Nossa Senhora da Conceição, Rosário do Terço e Santana também colaboraram com a construção da igreja.

Atualmente, o Museu de Arte Sacra é encontrado na Matriz do Pilar apresentando ao visitante o conjunto dos bens integrados da igreja e os bens da exposição permanente.

10. Rua Diogo de Vasconcellos

Diogo Luís de Almeida Pereira de Vasconcellos foi um historiador, político, jornalista e advogado mineiro, considerado um dos fundadores da historiografia de Minas Gerais. É também um dos pioneiros defensores do patrimônio histórico e artístico nacional, sendo considerado o primeiro historiador da arte brasileiro. Escreveu, dentre outros, os livros ‘’História antiga de Minas Gerais’’ (1904) e ‘’História média de Minas Gerais’’ (1918).

11. Rua Vitorino Dias

12. Heliporto do Morro da Forca

13. Parque do Vale dos Contos

O Parque do Vale dos Contos foi inaugurado em 22 de junho de 2008, sendo a maior intervenção urbana do Programa Monumenta/Iphan. Este projeto é resultado de uma parceria entre Prefeitura de Ouro Preto, em parceria com a Agência de Desenvolvimento Econômico e Social de Ouro Preto (ADOP), apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e patrocínio da Vale.

Tal iniciativa prevê a realização de atividades gratuitas na área de arte, música, teatro, educação e saúde. O objetivo da ação é promover a reintegração do Parque dos Contos à rotina da cidade. Este espaço de lazer de 360 mil metros quadrados está situado em pleno centro histórico de Ouro Preto, entre a Igreja do Pilar, a Casa dos Contos e a Rodoviária. Além de ter englobado a área referente ao antigo Horto Botânico da cidade, inaugurado em 1799, este espaço recebeu um intenso tratamento paisagístico e a instalação de trilhas e espaços de receptivo (cantinas, quadras, praças, mirantes e auditórios).

14. Museu Casa dos Contos

O prédio onde atualmente está localizado o Museu Casa dos Contos foi residência e “Casa de Contratos" destinada ao recolhimento de impostos. Em 1789 serviu de prisão para os Inconfidentes e sede da “Administração e Contabilidade Pública da Capitania de Minas Gerais", de onde saiu o nome de “Casa dos Contos". Recebeu acréscimos físicos como o destinado à ‘‘Casa de Fundição e da Moeda", bem como foi sede de repartições públicas. Em 1974, retornou ao Ministério da Fazenda. Foi completamente restaurada em e contém, em seu interior, exposições documentais, numismáticas da Casa da Moeda do Brasil e do Banco Central do Brasil e outras mostras culturais que, junto ao mobiliário e singular arquitetura, compõem o seu Museu.

Em uma de suas laterais, perpetuando suas origens fiscais, encontra-se a Agência da Receita Federal local.

O Centro de Estudo do Ciclo do Ouro, instalado na Casa do Contos, propicia, pela pesquisa em microformas, o resgate e o estudo da documentação econômico-fiscal do Ciclo do Ouro, abrigando, também, outros arquivos sócio-econômicos e culturais de Minas Gerais.

15. Grande Hotel Ouro Preto

Em 1938 percebeu-se a necessidade da cidade de Ouro Preto ter um hotel para melhor receber os visitantes. Desta forma, foi solicitado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (atual IPHAN)um projeto de hotel para o síto urbano histórico recém tombado. Foram apresentados dois projetos: o ‘‘moderno’’ de autoria de Oscar Niemeyer; e o projeto ‘‘neocolonial’’ de autoria de Carlos Leão. A polêmica gerada em torno da disputa entre os projetos tomou não apenas a cidade, como repercutiu por vários veículos de impressa nacional, tendo vencido os que defendiam que as curvas modernas de Niemeyer, como a melhor solução para Ouro Preto. A obra foi concluída em 1944.

16. Igreja São José

A Igreja de São José é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Foi construída para substituir a primitiva capela da Confraria de São José dos Bem Casados, entre os anos de 1730 e 1811. O risco do retábulo, da capela-mor e da torre é de Francisco Antônio Lisboa, o Aleijadinho, que fez tal trabalho gratuitamente, por ser da irmandade.

O cemitério no fundo da Igreja é do séc. XIX, e remete à proibição oficial de sepultamento no interior dos templos. Neste, se encontra o mausoléu com as cinzas do escritor Bernardo Guimarães, nascido em Ouro Preto, membro da Academia Brasileira de Letras e autor de obras como ‘‘A Escrava Isaura’’ e ‘‘O Seminarista’’.

Em 1889, D. Pedro II concedeu-lhe o título de Imperial Capela.

Em frente a esta Igreja, encontra-se a tradicional República Estudantil Quitandinha, fundanda em 1949, e que oferece moradia a alunos de engenharia da Escola de Minas da UFOP.

17. Igreja São Francisco de Paula

A Igreja São Francisco de Paula foi construída entre 1804 e 1898, sendo a última igreja erguida no período colonial. Foi construída no mesmo local em que primitivamente se elevara a Ermida de Nossa Senhora da Piedade, com o projeto de autoria do Capitão-Mór Francisco Machado da Cruz. Com dimensões desproporcionais às necessidades de uma simples confraria, representa exemplo de permanência no século XIX dos padrões arquitetônicos do século anterior. De grandes proporções, sua planta obedece aos padrões clássicos com divisão em nave, capela-mor e sacristia encimada pelo consistório, com corredores e tribunas ao longo das paredes da capela-mor. O frontispício caracteriza-se pelo predomínio das linhas retas e pela colocação das torres no alinhamento da fachada, transformando-a em vasta superfície plana. Entretanto, o pesado frontão conserva as volutas barrocas, assim como as torres mantêm as pilastras de canto enviesadas. Internamente, o conjunto de talhas, de boa qualidade e bastante homogêneo, constitui exemplo do rococó tardio. Compõe-se de seis altares, sob a invocação de São Francisco de Sales, Nossa Senhora da Conceição, São Miguel, Santo Antônio, São Geraldo e Nossa Senhora da Consolação. O altar-mor apresenta lateralmente as imagens de roca de São Francisco de Assis e Santa Mônica. O interesse maior está na magnífica imagem de São Francisco de Paula, atribuída ao Aleijadinho pelos técnicos do SPHAN (atual IPHAN). Se faz referência especial as quatro estátuas dos evangelistas, importadas de Portugal, que ornamentam a escadaria de acesso ao templo. Esta edificação é tombada pelo IPHAN e de seu adro se tem uma bela vista panorâmica da cidade de Ouro Preto.

18. Marcas de erosão por deslizamento de encosta

19. Bairro do Pilar

O bairro do Pilar é um dos mais tradicionais e boêmios de Ouro Preto, onde está localizada a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar. Ele é povoado por Repúblicas que são habitadas por estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto, conta com inúmeros bares, além de ser um tradicional reduto de blocos carnavalescos.

20. Largo do Rosário

O Largo do Rosário apresenta um conjunto arquitetônico que remete ao Período colonial e está localizado próximo a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Esta Igreja é tombada pelo IPHAN e teve sua construção iniciada em 1785, em substituição da primitiva capela que havia no mesmo local. Com a fachada em forma circular, possui semelhanças com as igrejas do norte da Europa. Seu interior, ao contrário da parte externa é bastante simples.

A escultura de Santa Helena é atribuída a Aleijadinho e as imagens de Santo Antônio e São Benedito a seu irmão, padre Félix. A autoria da planta em ovais intersecantes é desconhecida. O risco do frontispício e da empena é atribuído à Manuel Francisco de Araújo. A igreja foi reformada em 1930, com o acréscimo de ladrilhos hidráulicos franceses coloridos no piso.

21. Bairro de Água Limpa

22. Morro do Curral

O Morro do Curral situa-se a oeste da praça Tiradentes, no eixo histórico da cidade de Ouro Preto e estende-se desde o Bairro Jardim Alvorada, divisando com o Bairro Vila São José, Praça Rio Branco, até a Praça Cesário Alvim (onde se localiza o prédio da antiga estação ferroviária). O Morro do Curral pode ser visto de todo o centro histó-rico e gera grande impacto visual por causa dos problemas de rupturas em suas encostas, devido a questões geológicas que podem se agravar, devido a ocupação desodernada nestas áreas.

23. Bairro de Cabeças

O bairro de Cabeças recebe este nome, pois, lá eram expostas as cabeças dos criminosos que eram enforcados em Vila Rica, durante o Período Colonial.

24. Igreja Nossa Senhora do Carmo

Igreja tombada pelo IPHAN, que foi construída entre 1766 e 1772, com as obras de embelezamento e acabamento finalizadas em 1848. Participaram de sua ornamentação artistas como Manoel Francisco Lisboa (pai do Aleijadinho), Manoel da Costa Ataíde, entre outros. Localiza-se no alto de uma ladeira alcançada por meio de extensa escadaria e era frequentada pela aristocracia local. Os azulejos portugueses dos dez painéis devem ter custado muito ouro à irmandade religiosa que a financiou. Vindos de Portugal, os azulejos desembarcaram no Rio de Janeiro e seguiram para Minas Gerais em lombo de burro.

25. Museu da Inconfidência

Localizado na Praça Tiradentes,o Museu da Inconfidência funciona no prédio da antiga Casa de Câmara e Cadeia de Vila Rica, sendo o primeiro museu da grande porte instalado fora do litoral do país.

Seu aspecto externo é imponente e de grande elegância, com uma fachada simétrica de dois pisos com elementos destacados em cantaria, e um corpo construído sobre um pódio elevado. A escadaria da frente, com uma fonte em pedra lavrada, conduz à entrada principal, com duas portas inseridas em um pórtico com colunas jônicas que se eleva até o pavimento superior, onde é coroado por um frontão triangular com o brasão real em relevo inscrito, e que continua para cima na torre sineira, onde há um relógio. As aberturas são todas semelhantes, com molduras em pedra e arremate em arco, embora no piso superior tenham sacadas com gradis de ferro trabalhado. Acima do conjunto corre uma balaustrada, com estátuas decorativas nas extremidades.

Com acervo formado por mais de 4 mil peças e museologia do renomado especialista Pierre Catel, este museu possui exemplares de praticamente todas as esferas da vida sócio-cultural mineira dos séculos XVIII e XIX . A unidade museológica, ainda, conta com mais três anexos que abrigam as atividades da direção, secretaria, segurança, restauração e conservação, pesquisa e interação com a comunidade.

26. Praça Tiradentes / Prédio do Museu Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas/UFOP - Ouro Preto

O local onde hoje se encontra a Praça Tiradentes, em Ouro Preto, era conhecido no século XVIII como Morro de Santa Quitéria e durante quase todo o século XIX, chamou-se Praça da Independência. Em 1894, com a inauguração do Monumento em homenagem a Tiradentes é que a praça passou a ser nomeada em homenagem ao inconfidente.

O atual Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas/UFOP funciona na mesma edificação que antes foi o Palácio dos Governadores. Considerado um dos geossítios do Geoparque Quadrilátero Ferrífero, este preserva e expõe minerais ou peças que estejam diretamente relacionadas com a Mineralogia. Enriquecido, ano após ano, por doações de ex-alunos, professores, colecionadores, alunos e amigos da Escola de Minas, o Museu cresceu consideravelmente e sua coleção é considerada hoje como uma das maiores do mundo. Podem ser vistas no Museu amostras mineralógicas do diamante aos minerais de urânio, amostras curiosas como o quartzito flexível (pedra mole), quartzo com inclusões aquosas, estalactites, belas coleções de topázio imperial, de quartzo, de ágatas, opalas e tantos outros minerais raros. O visitante do Museu poderá também ver a Capela do Palácio dos Governadores e o Panteão onde se encontram depositados os ossos do fundador da Escola de Minas, Claude Henri Gorceix, transladados da França na década de 70, bem com o seus instrumentos de trabalho e pesquisa.

27. Região do Centro

28. Igreja de São Francisco de Assis

A Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Assis, a mais famosa de Ouro Preto, teve suas obras iniciadas na segunda metade do século XVIII, em 1766, sendo finalizadas em 1810. Ela foi projetada e ornamentada por Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho e pintada por Manuel da Costa Ataíde, o Mestre Ataíde.

O interior da igreja também é bem detalhado, tendo paredes e tetos revestidos por madeira esculpida e peças folheadas em ouro. Os altares laterais possuem anjos, flores e espinhos. Estes seguem o modelo do Rococó e são pintados em branco e ouro. O lugar possui uma capela-mor que é coberta com abóbada de madeira e que contém quatro medalhões ovais nos cantos (São Conrado, Santo Ivo, Santo Antônio e São Boaventura).

Ao sair da capela-mor, vê-se a sacristia, a qual possui um lavabo esculpido em pedra sabão e o mesmo era utilizado pelo padre para que o mesmo purificasse suas mãos antes de realizar suas missas. E, saindo da Igreja, encontra-se o cemitério da ordem, que foi construído após a Igreja. Construída em estilo rococó, foi classificadacomo uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo. É tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

29. Igreja Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias

Tombada pelo IPHAN, a edificação está situada entre a Praça Barão de Queluz e a Praça Tiradentes. Com sua construção iniciada em 1727, suas obras se prolongaram até a segunda metade do século XVIII. O empreiteiro Manuel Francisco Lisboa trabalhou na construção da igreja, onde ele e seu filho, o Aleijadinho, estão enterrados. Um das mais antigas paróquias de Minas Gerais, a Igreja Matriz destaca-se, também, por ser uma das maiores em tamanho e suntuosidade. Na antiga sacristia está instalado o Museu Aleijadinho, onde podem ser admiradas várias obras do mestre, como a imagem de São Francisco de Paula e um Cristo crucificado.

30. Bairro de Antônio Dias

Bairro no qual se localiza a Igreja da Conceição de Antônio Dias. O nome da igreja está associado ao bandeirante Antônio Dias, a quem se atribui a construção de capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição em 1699.

Antônio Dias de Oliveira foi um bandeirante que se notabilizou por explorar o interior de Minas Gerais, sobretudo o vale dos rios Doce e Rio Piracicaba, em busca de riquezas minerais.

31. Igreja Matriz de Santa Efigênia

Também conhecida como Igreja de Chico Rei, encontra-se tombada pelo IPHAN e pelo IEPHA. Foi construída por fiéis em 1733 e está localizada no alto de um morro, se destacando na paisagem urbana. É o templo ao qual está ligada a lenda de Chico Rei, tradição popular que atravessou os séculos. Rei africano nascido no congo e trazido ao Brasil como escravo, trabalhou até comprar sua liberdade e a de seu filho. Conta a história que foi ele, devoto da Santa Efigênia, quem mandou erguer um templo em culto à santa, no alto do morro para ser vista por todos. Os recursos para a obra vieram do ouro extraído de uma mina arrendada por Chico Rei, que utilizava o ouro para alforriar outros escravos. Diversos grupos de congado evocam Chico Rei como origem do congado, embora estudiosos contestem esta visão.

A igreja de Santa Efigênia também é chamada de Rosário do Alto da Cruz do Padre Faria. Era uma espécie de refúgio dos negros escravos, cuja irmandade, de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, admitia brancos para participar das missas. Desavenças internas obrigaram os brancos a se mudar para a capela do Padre Faria, em 1740. Uma vez instalados, os brancos não permitiram a entrada de negros. A igreja só ficou pronta em 1785, conforme marca a data gravada no pedestal da cruz em cima da fachada.

32. Bairro de Lajes

O Bairro de Lajes fica localizado no sopé do Morro da Queimada e constitui-se em um dos bairros tradicionais do Centro Histórico, cujo relevo contemporâneo é resultante das atividades de mineração no morro em questão.

É neste bairro onde está localizada a República Xeque-Mate, cujas festas de carnaval são muito frequentadas tanto por locais quanto por turistas que vem de todo o Brasil e exterior.

33. Bairro de Alto da Cruz

Bairro no qual se localizam a Igreja de Santa Efigênia e o chafariz do alto da Cruz. Este bairro está no rol dos localizados na Serra de Ouro Preto: Piedade, Alto da Cruz, São Francisco e São Cristóvão, assim como os bairros Padre Faria e Santa Cruz. Assim como os demais, é considerado local de alto risco de escorregamento por deslizamento provocado por chuvas. Isto ocorre devido à intensa atividade de mineração ocorrida no século XVIII, que modificou toda a estabilidade natural da encosta. A isto, somam-se os fenômenos contemporâneos de práticas inadequadas de construção, tais como cortes impróprios nos taludes, ocupação de antigos depósitos de mineração, deposição inadequada de lixo e resíduos de construção, esgoto e águas servidas sem canalizações, baixa qualidade das construções residenciais, entre outros.

34. Bairro de Padre Faria

Padre João de Faria Fialho foi capelão de algumas expedições bandeirantes, que lhe proporcionaram o enriquecimento, a partir de descobertas auríferas. A primitiva capela do Padre Faria teve a invocação de Bom Sucesso. Mudado seu arraial para o local que até hoje tem seu nome, aí construiu-se a nova capela, a que se deu o nome de Nossa Senhora do Rosário.

35. Morro de Santana

A intensa mineração nos aluviões, galerias e lavras a céu aberto, desempenhada durante os sécs. XVIII e XIX, produziu profundas alterações na morfologia das áreas mineradas dos morros circundantes a sede distrital de Ouro Preto.

No Morro de Santana, que compõe a cadeia montanhosa da Serra de Ouro Preto, ainda existe uma área conhecida como ‘‘a grande cava’’, datando do século XVIII, com ocupação irregular incipiente ou consolidada, inclusive o complexo de aquedutos e sequencia de tanques de lavagem (mundéus), estes últimos já inteiramente absorvidos pelo aglomerado urbano. As dimensões dos mundéus, com paredões de pedra lavrada em torno de 2,5 metros de largura os protegeu da demolição e permaneceram ainda intactos, como fundações ou muros de edificações irregulares, construídas em seu interior.

Igualmente importantes, várias minas de galeria pontuam a paisagem ao redor da cava, testemunhas do estágio final da mineração, definitivamente extinta ao final do século XIX, com a incorporação das terras à sesmaria municipal, por volta de 1890.

36. Ouro Preto Tênis Clube

O Ouro Preto Tênis Clube foi fundado em 06 de outubro de 1969 e constitui-se em uma sociedade civil, destinada à prática de atividades culturais, desportivas e recreativas.

37. Bairro da Barra

Parte mais plana do distrito sede de Ouro Preto, no qual estão localizados a Praça da Estação, o Ouro Preto Tênis Clube, o Centro de Convenções da UFOP e a Praça Barão de Rio Branco.

38. Morro da Piedade

O Morro da Piedade, também conhecido como Morro da Queimada, é a área do antigo Arraial de Pascoal da Silva. Neste, existe a Capela de Nossa Senhora da Piedade, cuja inscrição na peanha da cruz indica o ano de 1720. Tal edificação, provavelmente, foi construída por senhores de lavras que tinham devoção a esta santa. Construída de canga, deve ser um dos templos mais antigos de Ouro Preto. A capela é gerida pela Paróquia Santa Efigênia, pertencente à Diocese de Mariana.

39. Parque Arqueológico do Morro da Queimada

O Morro da Queimada é um sítio arqueológico localizado no serra de Ouro Preto que abriga vestígios de residências e serviços de mineração dos séculos XVIII e XIX e foi um dos principais palcos da Sedição de 1720 , conhecida como Revolta de Felipe dos Santos.

No séc. XVIII, neste se desenvolveram atividades de extração de ouro. Com o uso da técnica de extração a talho aberto, a primeira geração de mineradores amplia a área explorada que se desloca dos leitos dos rios para as áreas mais elevadas. A disseminação dessa técnica e a introdução dos serviços de mina transformam a Serra de Ouro Preto, na qual encontramos o Morro da Queimada, na principal zona de mineração da sede de Vila Rica. Nessa serra instalou-se uma vida urbana marcada por terrenos minerais, becos, ruas, estradas, comércios e templos religiosos, como atestam as capelas de São João, Santana, Piedade e São Sebastião.

Denominado inicialmente como Morro do Ouro Podre ou Morro do Pascoal Silva, o Morro da Queimada passou a ser assim conhecido após a execução da demolição e incêndio das casas de Pascoal da Silva Guimarães e dos participantes da Sedição de 1720, decretada pelo Conde de Assumar. O motim de 1720 visava a deposição do conde e a formação de um novo governo nas Minas Gerais.

40. Marcas de atividades de mineração do séc. XVIII na Serra do Veloso

A intensa mineração nos aluviões, galerias e lavras a céu aberto, desempenhada durante os sécs. XVIII e XIX, produziu profundas alterações na morfologia das áreas mineradas dos morros circundantes a sede distrital de Ouro Preto. Na serra do Veloso, que compõe a cadeia montanhosa da Serra de Ouro Preto, ainda existe uma área conhecida como ‘‘a grande cava’’, datando do século XVIII, com ocupação irregular incipiente ou consolidada, inclusive o complexo de aquedutos e sequencia de tanques de lavagem (mundéus), estes últimos já inteiramente absorvidos pelo aglomerado urbano. As dimensões dos mundéus, com paredões de pedra lavrada em torno de 2,5 metros de largura os protegeu da demolição e permaneceram ainda intactos, como fundações ou muros de edificações irregulares, construídas em seu interior.

Igualmente importantes, várias minas de galeria pontuam a paisagem ao redor da cava, testemunhas do estágio final da mineração, definitivamente extinta ao final do século XIX, com a incorporação das terras à sesmaria municipal, por volta de 1890.

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Curadoria Digital: Helio Martins

Textos: Thais Pacheco

Imagens: Bruno Senna, Helio Martins - Raw Filmes

Interpretação da paisagem: Doutora Jeanne Cristina Menezes Crespo

Ilustrações: Leandro Moraes - Estúdio Caraminholas

Música: Sergio Pererê

Coordenação Geral: Renato Ciminelli - Presidente do Instituto Quadrilátero / Geopark