Mirante Digital: Serra do Ouro Branco

Serra do Ouro Branco

1. Platô da Serra de Ouro Branco / Complexo Rupestre de Altitude

Platô é uma porção de terreno plano em elevações, como no caso do mirante em questão, que está em uma altura aproximada de 1550 m. Neste, podemos perceber a fitofisionomia conhecida como Complexo Rupestre de Altitude (CRA), que no caso da serra de Ouro Branco, é caracterizada por um mosaico de formações vegetacionais que se desenvolvem em solo arenoso e pedregoso de origem quartzítica.

2. Zona industrial de Ouro Branco

3. Cidade de Congonhas

A cidade de Congonhas é o distrito sede do Município de mesmo nome, que fica na Macrorregião Central de Minas Gerais, distando aproximadamente 78 Km da Capital deste Estado.

Com sua criação ligada à extração do ouro no Período Colonial do Brasil, esta cidade encontra-se como um dos destinos do percurso conhecido por Caminho Velho, pertencente à Estrada Real, que foi a primeira via aberta oficialmente pela Coroa Portuguesa para o tráfego entre o litoral fluminense e a região mineradora. Assim, tal cidade possui um expressivo conjunto de Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, cujo destaque vai para os doze profetas esculpidos em Pedra Sabão, no adro da Basílica do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. Em frente a esta basílica há seis capelas que compõem o Jardim dos Passos e representam a via Sacra de Jesus Cristo, com belíssimas imagens esculpidas em cedro, também pelo Aleijadinho. Em 1985, todo este conjunto foi transformado pela UNESCO em patrimônio cultural da humanidade. Ainda referente à época do ciclo do Ouro, temos a Romaria, a Igreja do Rosário, a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição e a Igreja de São José.

4. Formação Rochosa de Quartzitos Itacolomi / 17. Escarpamentos da Serra de Ouro Branco

A Serra de Ouro Branco é uma imponente estrutura sustentada pelos quartzitos do Grupo Itacolomi, formado por metassedimentos clásticos proterozóicos com cerca de 2,1 bilhões de anos , que repousam através de uma profunda discordância erosiva sobre a parte superior do Supergrupo Minas. Sua litologia é composta por quartzitos na base e no topo, metaconglomerados na base e filitos originados de depósitos aluviais e fluviais na porção intermediária. Com isto, os seus atrativos estão relacionados a uma paisagem marcada pela diversidade de formas de relevo, onde são comuns imponentes afloramentos rochosos, cachoeiras, grutas e escarpamentos, resultantes de processos tectônicos e da resistência erosiva dos quartzitos, proporcionando uma grande atração turística e ambiental da porção sul do Quadrilátero Ferrífero.

5. Serra do Ouro Branco

Um dos geossítios do Geoparque Quadrilátero Ferrífero e antigamente conhecida por ‘‘Serra do Deus-te-livre’’, foi passagem de tropas que intercambiavam ouro e mercadorias pela região. Por ela, passa o caminhão que ligava Ouro Preto ao Rio de Janeiro, atualmente, conhecido como ‘‘Caminho Velho’’ da rota da Estrada Real.

É tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado de Minas Gerais, através do decreto estadual n°19.530 de 1978. Ainda, é parte integrante do Parque Estadual Serra do Ouro Branco, uma área de preservação ambiental com 7520 hectares, situada nos municípios de Ouro Branco e Ouro Preto, em Minas Gerais. Criado através do Decreto Lei nº 45.180 em 21/09/2009, pelo governo de Minas Gerais, é administrado pelo Instituto Estadual de Florestas. Este parque tem a seu limite Norte, coincidindo com o limite do Monumento Natural Estadual de Itatiaia - Unidade de Conservação Estadual de responsabilidade do Instituto Estadual de Florestas.

6. Serra ou Morro do Engenho / Serra da Casa de Pedra/ Pico ou Morro do Pilar

A Serra Casa de Pedra está localizada no Município de Congonhas, sendo parte integrante da Microrregião Espinhaço Meridional. Uma porção da Serra Casa de Pedra recebe também a designação de Serra ou Morro do Engenho. O local denominado Casa de Pedra adquiriu esse nome em função de uma antiga casa, edificada em pedra, que foi construída na região citada. No que se refere à designação Serra ou Morro do Engenho, pode-se inferir que a denominação surgiu em função do pico de nome Engenho que se encontra a leste da Casa de Pedra juntamente com o pico do Pilar. O pico do Engenho e o pico do Pilar integram a unidade da Serra Casa de Pedra. A Serra da Casa de Pedra configura importante testemunho da ocupação e formação do atual distrito sede do município de Congonhas, emoldurando e compondo o conjunto escultórico do Santuário Bom Jesus do Matozinhos. Em função deste valor, foi criada em 2 de maio de 2007 a Lei de nº 2.694 que dispõe sobre o tombamento municipal do conjunto paisagístico da Serra ‘Casa de Pedra’. Há três quilômetros da área do limite do tombamento desta serra, encontram-se as Ruínas da Fábrica Patriótica, geossítio do quadrilátero Ferrífero e uma das primeiras siderúrgicas implantadas no Brasil. O conjunto das ruínas da Fábrica Patriótica é preservado pelo IPHAN como testemunho histórico da indústria siderúrgica do Brasil.

7. Serra da Moeda

Esta serra se destaca como uma cordilheira montanhosa, sustentada por rochas ricas em minério de ferro e manganês, cuja altitude alcança patamares acima de 1300 metros, que se estende por aproximadamente 40 km, demarcando o limite oeste Quadrilátero Ferrífero. As atrações estão relacionadas a diversidade das formas de relevo resultantes da ação da erosão diferencial sobre uma litologia que se destaca no contexto regional pela sua resistência erosiva. Além dessas, a formação assume um papel importante no arranjo estrutural e hidrográfico do Quadrilátero Ferrífero, devido a sua função como divisor de águas de duas importantes bacias hidrográficas: Rio Paraopeba e Rio das Velhas, cujas cabeceiras formam cachoeiras e quedas nas suas encostas.

A diversidade de formas de um relevo montanhoso e a riqueza em minério de ferro favoreceu um bom aproveitamento econômico da superfície da Serra da Moeda, tendo em vista, que ali se encontram importantes empresas mineradoras e projetos de exploração turística relacionados aos esportes radicais, tais como, o Trekking, Vôo- livre, MotoCross, Montanhismo, entre outros. Assim como, ao longo de suas encostas aparecem alguns dos maiores condomínios da Região Metropolitana de Belo


8. Santuário do Bom Jesus do Matosinhos

O português Feliciano Mendes, após se recuperar de uma doença contraída nos muitos anos de labuta nas minas de ouro, decidiu construir um templo em homenagem ao Bom Jesus do Matosinhos, a quem fizera uma promessa. Passou o resto de sua vida coletando esmolas e em 1757 começou a obra, morrendo em 1765 sem vê-la concluída.

Muitos artistas foram contratados e juntaram seus talentos para dar o acabamento À Basílica. Nomes como Manoel da Costa Ataíde, Francisco Xavier Carneiro, João Nepomuceno Ferreira e Antônio Francisco Lisboa (o Aleijadinho) tocaram com sua arte o sonho de Feliciano. A igreja recebeu acabamento, pinturas e entre 1777 e 1790 foi construído o adro e suas escadarias. Este adro, a partir de 1796, seria o palco perfeito para o imaginário de Aleijadinho. Os profetas em pedra e os Passos se adequaram harmoniosamente ao espaço e concepção arquitetônica do Santuário.


9. Áreas de exploração minerária

10. Pires

11. Antenas

12. Serra da Piedade

Pertencente a região metropolitana de Belo Horizonte, sendo continuidade da Serra do Curral, e conformando-se em divisa natural dos Municípios de Sabará e Caeté. Com aproximadamente 20 km de extensão, sua altitude chega aos 1700 metros de altura, sendo por isso os ventos constantes na região e apresentando formação de geada durante o inverno.

Esta abriga o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, qur todos os anos recebe milhares de fiéis em peregrinação. Ainda, é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e pelo Município de Caeté. A mesma também é objeto de proteção pela Constituição Estadual de 1989, que também efetuou o seu tombamento e a declarou Monumento Natural. Em 2003, criou-se também a APA Águas Serra da Piedade, com o objetivo de proteger seus mananciais de água.


13. Sinclinal da Serra da Moeda

O mirante de Boa Morte fica em região montanhosa paralela ao Sinclinal da Serra da Moeda, uma mega estrutura geológica composta por um conjunto de ambientes montanos nitidamente distinguíveis na paisagem regional, formada pela Serra da Moeda, Serra das Serrinhas, Serra dos Três Irmãos, Serra dos Mascates, Serra do Esmeril, dentre outras.

O Sinclinal da Moeda nasce nos municípios de Nova Lima e Brumadinho. Desde seu início, este compreende em sua margem direita, considerando orientação norte-sul, o território dos Municípios de Nova Lima, Itabirito, Ouro Preto e Congonhas. Na sua margem esquerda, os Municípios de Brumadinho, Moeda, Belo Vale e Jeceaba.

O território da Serra da Moeda corresponde às formações geológicas chamadas de Moeda e Cauê que são conexas às altitudes superiores a 1.400 metros, enquanto cotas inferiores associam-se principalmente à Formação Gandarela.

14. O Pico do Itabirito

O Pico de Itabirito teve como nome original Pico de Itabira, que, de acordo com Vieira Couto (1801), na língua indígena significaria ‘‘moço ou rapariga de pedra’’. Rosière et al (2005) salientam que, na realidade, o termo Itabira significa pedra ou rocha brilhante, ou por outra interpretação: empinada (ita = pedra, rocha, metal; byra = erguer-se, levantar-se). Está situado no município de Itabirito, ao lado da Serra das Serrinhas, e possui uma altitude de 1.586 metros, sendo originado de um monolito formado por um único bloco de hematita compacta, com alto teor de ferro.

O Pico de Itabira apresenta-se como cenário singular no contexto geológico do Quadrilátero Ferrífero, sendo tombado pelo IPHAN em 1962. Ainda, é um patrimônio Histórico Natural tombado pela Constituição do Estado de Minas Gerais de 1989. Tem uma data oficializada pela Câmara de Itabirito, especificamente criada para sua homenagem como símbolo deste Município: 15 de novembro. Neste dia, a União Ambientalista de Itabirito (UAI) promove uma caminhada de 07 Km, que se inicia no Complexo Turístico da Estação e se estende até este Pico, passando pelo Cristo e perto da mina de Cata Branca.

15. Serra do Gandarela

Localizada nos municípios de Caeté, Santa Bárbara, Barão de Cocais, Rio Acima, Itabirito e Raposos, na região metropolitana de Belo Horizonte, esta serra integra o conjunto da Reserva da Biosfera do Espinhaço. A Serra do Gandarela aparece como uma das principais atrações da porção nordeste do Quadrilátero Ferrífero devido as suas particularidades geológicas no contexto regional, relacionadas à ocorrência de importantes jazidas de minério de ferro e de raros depósitos sedimentares de origem terciária da chamada Bacia do Gandarela, configurando uma ambiência que apresenta remanescentes de áreas bem conservadas de cangas (vegetação específica de solos ferruginosos) e nascentes de água límpida.

A Serra do Gandarela aparece como uma superfície topograficamente elevada, que se estende na direção nordeste-sudoeste, onde aparecem marcos importantes do histórico da exploração mineral no estado de Minas Gerais, como a Fazenda Gandarela, datada do século XIX, e hoje sob o controle da Companhia Vale do Rio Doce. No seu entorno, também se encontra as ruínas da mina de Gongo Soco, que corresponde a um dos maiores testemunhos do ‘‘Ciclo do Ouro’’ no Brasil, de onde as companhias inglesas extraíram uma grande quantidade do mineral entre os séculos XVIII e XIX, sendo o local tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico de Minas Gerais desde 1995.

16. Serra do Caraça

A Serra do Caraça aparece no contexto regional como um imponente maciço rochoso, sustentado pelos quartzitos do Supergrupo Minas, que se destaca pela sua magnitude topográfica, onde são encontradas as mais expressivas variações de altitude do Quadrilátero Ferrífero, alcançando patamares superiores a 2000 metros acima do nível do mar. As suas maiores atrações advêm da representatividade de uma paisagem marcada pela diversidade de formas de um relevo montanhoso, resultantes da atuação da erosão diferencial sobre os quartzitos do Supergrupo Minas, onde aparecem imponentes arcabouços rochosos, com formatos variados e brilho característico, que no passado serviram de referência para muitos bandeirantes das minas de ouro, bem como, uma vegetação típica de montanha, reservas de minério de ferro, grutas raras, cachoeiras, acervo histórico e religioso, entre outros. Desta forma, a Serra do Caraça se apresenta como um dos maiores símbolos natural, paisagístico e histórico da região central de Minas Gerais, na região dos municípios de Santa Bárbara e Catas Altas, sendo visitada e conhecida por pessoas de várias partes do Brasil e do mundo.

Atualmente, o local é muito procurado por turistas que buscam apreciar alguns dos marcos históricos e religiosos do lugar, como: a Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens, considerada a primeira em estilo Neogótico do Brasil; e o antigo Colégio do Caraça, transformado em santuário e em pousada. Além desses, entre suas atrações visitadas pelos turistas e pesquisadores aparecem as grutas do Centenário e da Bocaina e, ainda, as cachoeiras da Cascatinha e da Cascatona, entre outros.

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Promotoria

Apoio Técnico:

GGN

Apoiadores Financeiros:

CNPQ  Finep  Fapemig

Parceiros:

INCT Acqua  Codap  Cedecap

Uma realização:

Instituto Quadrilátero  Geopark Quadrilátero Ferrífero

Produção:

Orange Editorial

Curadoria Digital: Helio Martins

Textos: Thais Pacheco

Imagens: Bruno Senna, Helio Martins - Raw Filmes

Interpretação da paisagem: Doutora Jeanne Cristina Menezes Crespo

Ilustrações: Leandro Moraes - Estúdio Caraminholas

Música: Sergio Pererê

Coordenação Geral: Renato Ciminelli - Presidente do Instituto Quadrilátero / Geopark