A FAZENDA AREDES

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Revitalização do Sítio Arquológico e Estação Ecológica de Arêdes

Adentrando a região das minas em busca de ouro, Capitão Luiz de Figueiredo Monterroyo e Francisco Homem Del Rey iniciaram em 1709 exploração desse metal nas proximidades do Pico do Itaubira. Em 1724 o arraial de Nossa Senhora de Itaubira passou a denominar-se Itabira do Campo ao ser elevado à categoria de distrito de Vila Rica. Iniciaram vários povoamentos nesta região, dentre eles, Acurui (antigo Rio das Pedras), São Gonçalo do Bação, São Gonçalo do Monte, Aredes, Córrego Seco e Cata Branca, próximo ao Pico do Itaubira, importante referencial na paisagem das mesmas, sobretudo, para as expedições do alto Rio das Velhas.

As estruturas que fazem parte do Sítio Arqueológico Histórico e Arquitetônico Aredes, também são denominadas Complexo Arqueológico das Ruínas de Aredes - C.A.R.A. que faziam parte da antiga Fazenda Aredes, importante unidade produtiva oriunda do século XVIII situada na região do Pico do Itaubira, Pico de Cata Branca ou Pico de Itabirito, nas proximidades da Serra das Serrinhas ou do Trovões, atualmente município de Itabirito. A Fazenda Aredes, também denominada Cata Branca do Aredes, era composta, segundo documentos e inventários do século XIX por lavras, habitações, senzalas, capela, vendas, caminhos, pastos e lavouras. Há indícios documentais que tenha tido cemitério e fábrica de ferro nesta localidade.

A Fazenda Aredes, também denominada ‘‘Cata Branca do Aredes’’, era composta segundo documentos e inventários do século XIX por lavras, habitações, senzalas, capela, vendas, caminhos, pastos e lavouras.

Edificação de grande destaque, observando muro com estrutura em canga aparelhada externamente.

O francês Conde de Suzannet visitou em 1824 a vizinha mina de Cata Branca e deixou o seguinte relato:

"A duas léguas de Cata Branca (aproximadamente 12km) fica a usina de ferro explorada pela mesma companhia. O minério de ferro é muito abundante na região e dizem que o metal é superior em dureza ao da Suécia. Todas as ferramentas empregadas na mina são fabricadas aí. Esta usina é reservada exclusivamente para satisfazer as necessidades da companhia."

Há uma suspeita que a ‘‘usina de ferro’’ mencionada teria sido neste local, em função da disposição das suas paredes.

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Promotoria

Apoio Técnico:

GGN

Apoiadores Financeiros:

CNPQ  Finep  Fapemig

Parceiros:

INCT Acqua  Codap  Cedecap

Uma realização:

Instituto Quadrilátero  Geopark Quadrilátero Ferrífero

Produção:

Orange Editorial

Curadoria Digital: Helio Martins

Textos: Thais Pacheco

Imagens: Bruno Senna, Helio Martins - Raw Filmes

Interpretação da paisagem: Doutora Jeanne Cristina Menezes Crespo

Ilustrações: Leandro Moraes - Estúdio Caraminholas

Música: Sergio Pererê

Coordenação Geral: Renato Ciminelli - Presidente do Instituto Quadrilátero / Geopark