FAUNA AQUÁTICA

A vida nos rios

A vida subaquática nos rios do território

Diversidade biológica e abastecimento humano. No Quadrilátero Ferrífero encontram-se drenagens associadas a duas das mais importantes bacias hidrográficas de Minas Gerais, a do rio Doce e a do rio São Francisco (rio das Velhas e rio Paraopeba).

Elas contribuem para o abastecimento de água de parte da porção sul da Região Metropolitana de Belo Horizonte e suas estruturas rochosas influenciam o curso dos rios, formando trechos encachoeirados e vales profundos. Isto ocorre principalmente no rio das Velhas, onde as variações na altitude do relevo são significantes.

A bacia do Rio das Velhas recebe as águas do Ribeirão da Prata. Já a sub-bacia do Rio São João do Socorro e Rio Conceição são afluentes da bacia do Rio Piracicaba, inserida na bacia do Rio Doce. Nas porções mais elevadas também ocorrem diversas lagoas que se situam em torno dos 980 aos 1.150m de altitude.

Importante ressaltar que a presença de cavidades subterrâneas formadas pelo desgaste de maciços calcários, graníticos, quartizíticos e até ferríticos, muito presentes na região do Quadrilátero Ferrífero, abrigam uma fauna única, que inclui peixes, alguns deles raros, outros, endêmicos, ou seja, encontrados apenas ali. Em todos esses rios, lagoas, nascentes e cachoeiras há, também, em alguns pontos, muita riqueza e diversidade de espécies.

Porém, toda essa riqueza biológica carece de atenção. Nos últimos 20 anos, foi observado, nas águas do Quadrilátero Ferrífero a diminuição da transparência das águas, aumento e turbidez durante o período da estiagem, poluição orgânica e o desenvolvimento de espécies menos nobres de peixes que são mais tolerantes à poluição. Isso afeta, significativamente a qualidade biológica dos rios.

Dados de 2009 do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais levantou 354 espécies de peixes presentes em Minas Gerais. Muitas delas, inseridas em nossas duas principais bacias, que passam pelo Geopark QF. A preocupação é que 17,88% desses estão ameaçados de extinção.

Uma boa forma de proteger é conhecer. Veja um pouco da riqueza da ictiofauna do Geopark Quadrilátero Ferrífero navegando na imagem ao lado.


Nome Popular: Bagre
Ordem: Siluriformes
Sigla Espécie: Rq
Família: Heptapteridae

Nome Popular: Canivete
Ordem: Chraraciformes
Sigla Espécie: Ai
Família: Parodontidae

Nome Popular: Cará
Ordem: Perciformes
Sigla Espécie: Gb
Família: Cichlidae

Nome Popular: Cascudo
Ordem: Chraraciformes
Sigla Espécie: Ha
Família: Loricariidae

Nome Popular: Curimatã - Pacu
Ordem: Chraraciformes
Sigla Espécie: Pa
Família: Prochilodontidae

Nome Popular: Lambari
Ordem: Chraraciformes
Sigla Espécie: As

Nome Popular: Mandi Amarelo
Ordem: Siluriforme
Sigla Espécie: Pm
Família: Pimelodidade

Nome Popular: Pacu
Ordem: Chraraciformes
Sigla Espécie: Mm

Nome Popular: Piau Verdadeiro
Ordem: Chraraciformes
Sigla Espécie: Cc
Família: Anostomidae

Nome Popular: Saguiru
Ordem: Chraraciformes
Sigla Espécie: Se
Família: Curimatidae

Nome Popular: Sarapô
Ordem: Gymnotiformes
Sigla Espécie: Cc
Família: Gymnotidae

Nome Popular: Tamboata
Ordem: Siluriforme
Sigla Espécie: Lo
Família: Callichthyidae

Nome Popular: Traíra
Ordem: Chraraciformes
Sigla Espécie: Hm
Família: Erytrinidae

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Curadoria Digital: Helio Martins

Textos: Thais Pacheco

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Interpretação da paisagem: Doutora Jeanne Cristina Menezes Crespo

Ilustrações: Leandro Moraes - Estúdio Caraminholas

Música: Sergio Pererê

Coordenação Geral: Renato Ciminelli - Presidente do Instituto Quadrilátero / Geopark